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Festa democrática lança pré-candidaturas de Campos e Marina

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Em uma grande festa política, cívica e cultural, foram lançadas nesta segunda-feira (14) em Brasília as pré-candidaturas de Eduardo Campos à Presidência da República e de Marina Silva à Vice-Presidência. O ato reuniu políticos, representantes da sociedade civil, acadêmicos e artistas compromissados com o aprofundamento da democracia brasileira, com os avanços econômicos e sociais e com o desenvolvimento sustentável.

Durante o ato, foi lida a Carta de Princípios da Campanha Eleitoral, que, entre outros pontos, estabelece a rejeição a “todas as práticas que possam provocar o desgaste dos demais candidatos à Presidência da República, como os ataques pessoais nas ruas, nos meios de comunicação ou na internet” e o alinhamento “às iniciativas em defesa de uma campanha eleitoral limpa, que promova o necessário debate entre propostas e evite o embate estéril entre os concorrentes”.

Com a presença dos familiares de Campos e Marina, o ato político-cultural começou com uma apresentação do pianista Arthur Moreira Lima, que interpretou Jesus Alegria dos Homens (Johann Sebastian Bach), O Trenzinho Caipira (Heitor Villa-Lobos), Odeon (Ernesto Nazareth), Asa Branca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga) e Carinhoso (Pixinguinha), entre outras obras.

Em seu discurso, Marina Silva lembrou que o ato desta segunda-feira significava uma nova etapa da aliança PSB/REDE/PPS/PPL. O que antes era uma aliança programática, agora se transformou também numa aliança eleitoral. “Vamos olhar o que já aconteceu até aqui, como ponto de partida para o que precisa acontecer. A política não pode ser orientada pela lógica da governabilidade baseada na distribuição de cargos. A política não pode ser empecilho para o avanço do país. A política precisa ser a força impulsionadora das mudanças e das transformações”, afirmou a ex-senadora.

“Vamos fazer um processo politico aonde não exista a necessidade de destruir ninguém, apenas de construir o Brasil que queremos. Vamos participar desse processo apenas com a consciência de que temos de dar o melhor de nós para que o Brasil possa dar o melhor de si”, disse Marina. “Vamos dialogar com o quinto partido da aliança, que é o povo brasileiro”.

Após as palavras da ex-senadora, Campos lembrou que é hora de fazer “um diálogo com a sociedade”. “O compromisso que hoje assumimos, Marina, são compromissos de vida, com a trajetória que temos e a trajetória que faremos juntos. Ao meu lado , você não estará só na campanha, mas estará no governo”, disse o ex-governador.

Ao falar da aliança entre o PSB e a Rede, disse: “Temos clareza que esse não foi o caminho mais cômodo para trilhar. Esse é o caminho mais desafiador, mais duro, mas é o caminho para contribuir com o Brasil. Mais que gerente, o Brasil quer uma liderança que não reduza o Brasil a um partido. Esse país é muito maior do que todos os partidos que existem nele”, completou.

Primeiro a discursar, o economista Eduardo Giannetti afirmou que a aliança tem como desafio resgatar o “verdadeiro sentido da nossa democracia”. Segundo ele, “o Brasil está cansado da polarização PT versus PSDB, que já deram o que tinham de dar. O Brasil não quer mais do mesmo, quer diferente”, afirmou. Para Giannetti, “o governo Dilma frustrou as aspirações de avanço construídas a duras penas nos governos Fernando Henrique e no primeiro mandato do Lula” e é preciso avançar.

Luiza Erundina (PSB-SP) afirmou que a aliança programática sinaliza “uma grande esperança para o futuro próximo do nosso país”. Para ela, “essa aliança vem ao encontro dos anseios da sociedade, que manifesta grande insatisfação com a forma como os partidos vêm procedendo na prática política”. Erundina afirmou ainda que, “os jovens expressam indignação e rejeição à politica convencional do compadrio quando dizem, ‘vocês não nos representam, queremos mudança’. Marina e Eduardo são a mudança que a sociedade deseja”.

Roberto Freire, presidente do PPS, afirmou que o Brasil vive “um processo de desmantelo e desqualificação”. Daí a importância da aliança PSB/REDE/PPS/PPL, em sua visão. “Nós precisamos começar essa chapa como algo que pode construir esperança. Nós vamos ter duas grandes lideranças, e elas ajudarão a construir um Brasil melhor”.

Entre os presentes ao ato, estavam os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Cristovam Buarque (PDT-DF), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) e os deputados Alfredo Sirkis (PSB-RJ), Márcio França (PSB-SP), José Antonio Machado Reguffe (PDT-DF), entre outros. Também compareceram Eliana Calmon (ex-ministra do STJ), o escritor Ariano Suassuna e a educadora Neca Setubal.

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