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PSB e REDE lançam diretrizes para governar o Brasil e ampliam aliança

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O presidente Nacional do PSB, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a fundadora da REDE Sustentabilidade, ex-senadora Marina Silva, lançaram, nesta terça-feira (4), no Congresso Nacional, as cinco diretrizes para a elaboração do Programa de Governo da aliança programática entre as duas siglas, em um dia que também foi anunciada a adesão a essa frente política do Partido Popular Socialista – o PPS. Com a definição desses eixos de debates, essa composição de partidos parte agora para a consolidação do texto final desse programa, a partir de encontros regionalizados, abertos ao público e que já começam a acontecer no próximo dia 22 de fevereiro, em Porto Alegre.

A aliança PSB-REDE apresentou as cinco diretrizes prioritárias na formulação de um Programa de Governo, mas tanto o governador Eduardo Campos, quanto Marina Silva, assinalaram que  o processo de debates transpôs mais uma etapa, com a definição desses eixos programáticos, e que o texto final só será conhecido em junho próximo, após a realização de eventos regionais e de uma ampla participação dos novos partidos coligados.

“Estamos concluindo mais uma etapa dessa caminhada e que nossas primeiras palavras sejam de agradecimento e de boas-vindas aos companheiros do PPS que hoje se integram, para nos ajudar no debate desse Programa, de um olhar sobre o Brasil que queremos”, declarou o governador, que aproveitou o auditório principal da Câmara dos Deputados, que estava lotado, para fazer um chamamento ao que ele denominou de “forças políticas amigas”: “Esse debate precisa da atenção da militância, do interesse de todos os companheiros. Que se viva, em cada um dos estados, a experiência que vivemos de forma intensa, nesses últimos quatro meses”, conclamou Eduardo.

Para o socialista, precisamos avançar, para além das últimas conquistas históricas que ele creditou à sociedade brasileira. Campos fala da “necessidade de colocar o Brasil, em debate”, o que supera os interesses partidários. “A sociedade brasileira, que nos ajudou a redemocratizar e a estabilizar a economia do país e que viu o ciclo de inclusão social ser iniciado, exige que a política brasileira melhore. E isso não quer dizer ataque à Política. É a crítica como instrumento, não para derrubar, mas para aperfeiçoar, para efetivamente construirmos mudança de patamar”, disse o governador.

Ponto de referência

Para a líder da REDE Sustentabilidade, Marina Silva, as diretrizes apresentadas, que ela considera “pontos de referência”, podem ser aperfeiçoadas até junho, mas que esses eixos já reafirmam os compromissos firmados em 5 de outubro do ano passado, quando foi anunciado a aliança entre os dois partidos. “Seguimos as bases de uma aliança completamente nova no processo político”, disse a ex-senadora, sintetizando os anseios políticos dessa coligação: “manter as conquistas, ampliá-las e corrigi-las”, são as linhas seguidas desde o início da parceria. Marina entende que essa nova fórmula de fazer política está baseada no surgimento, no Brasil e no mundo, de um “novo sujeito político”.

Sobre a confluência dessas forças políticas, o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire, quis assinalar a vocação socialista e a origem política de seus membros. “Esse encontro, é bom que se saliente, é um velho reencontro. Não estamos aqui como adventistas, estamos como velhos parceiros, de um sonho de uma sociedade socialista – uma sociedade mais justa, solidária”, destacou o deputado, que viu a aliança possível a partir da “perspectiva do reencontro histórico de uma força de esquerda democrática, apontando para o fortalecimento da democracia, das instituições republicanas”. Para Freire, são essas características do PSB e REDE que movem os militantes de seu partido. “Vamos nos encontrar com um futuro de igualdade, de justiça e de liberdade”, sintetizou o deputado.

Radicalizar com Educação

Eduardo Campos falou de cada uma das cinco diretrizes apontando para descasos de governantes, com especial destaque para o ensino público: “Se temos que ter uma prioridade, será a da Educação. É radicalizar!”.

“É exatamente por ter compromisso com o país que nós estamos aqui para recolher as muitas bandeiras que foram ficando pelo caminho, como a bandeira da alfabetização”, disse o governador, no momento que destacava um dos eixos do Programa de Governo – a Educação, cultura e inovação. Os outros quatro são: Estado e a democracia de alta intensidade; Economia para o desenvolvimento sustentável; Políticas sociais e qualidade de vida; e Novo urbanismo e o pacto pela vida.

Para o primeiro-secretário Nacional do PSB e presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, Eduardo Campos e Marina Silva, “vão mudar o Brasil, através de ideias. E começou a mudar, na maneira de formular o seu programa de governo: ouvindo, debatendo”.

O evento ainda foi pontuado pela apresentação do poeta pernambucano Antônio Marinho que descreveu o documento formal apresentado no Congresso, em versos diversas vezes aplaudidos. Antes, o primeiro vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, lembrou da perda do documentarista Eduardo Coutinho, morto no último domingo (2), e conclamou a plateia para um de silencio, em homenagem ao cineasta.

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