Marina Silva
REDE
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Relatório da ONU pede fim de combustíveis de petróleo, gás e carvão até 2100

Publicado em 03/11/2014
- - Blog do Matheus Leitão

Da ONU vem a informação de que temos, agora, que salvar o século XXII. Quem pensa que isso é conversa que pode ficar para depois, deve dar uma lida nos textos sobre o relatório de mudanças climáticas. No clima, é preciso fazer algo urgente agora em favor das futuras gerações.

O relatório aprovado pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas em Mudança Climática da ONU (IPCC), neste domingo (2), em Copenhague, defende o fim do uso de combustíveis fósseis até 2100 e cortes substanciais do uso até 2050.

Combustíveis fósseis são os responsáveis pelo emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta.O relatório é claro: o culpado pela elevação da temperatura da Terra é do homem.

Embora o relatório do IPCC não estipule metas, o objetivo da ONU é limitar a elevação da temperatura da Terra em 2ºC até 2100. De acordo com o documento, há viabilidade econômica para evitar que isso ocorra: o impacto representaria o comprometimento de apenas 0,06% a cada ano no PIB global.

O secretário-geral Ban Ki-moon, descreveu o relatório do IPCC como a avaliação mais abrangente das mudanças climáticas já elaborado e pede urgência e mobilização mundial pelo combate aos gases de efeito estufa. “Os líderes devem agir. O tempo não está do nosso lado”, disse ele.

Em 2015, representantes dos principais países devem se reunir na Conferência das Nações Unidas das Partes sobre Mudança Climática (COP21) de Paris. A esperança é que finalmente a assinatura de um acordo global sobre redução das emissões em 2015 resultem em ações concretas e imediatas para conter o aquecimento global.

No Brasil estamos entrando na contramão. Basta dar uma olhada nas reportagens que o Globo trouxe domingo e segunda sobre como o Brasil tem subsidiado do uso do carro e dos combustíveis fósseis. O governo incentiva as emissões de gases de efeito estufa, com sua política de incentivo ao carro e à gasolina, como se não houvesse amanhã. O amanhã pode estar mais perto do que se imagina.

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