A posição do novo chanceler compromete a liderança global do Brasil, diz Marina Silva

A posição alarmante do novo chanceler brasileiro sobre mudanças climáticas compromete ainda mais o papel histórico de liderança do Brasil nos acordos multilaterais sobre meio ambiente. Ao tratar o desafio desse século como uma perversão ideológica “globalista” ou “climatismo”, como “um dogma para justificar o aumento do poder regulador dos Estados sobre a economia e o poder das instituições internacionais sobre os Estados nacionais”, menospreza todas as evidências e a extensa contribuição científica sobre o assunto. Como diz o diplomata Rubens Ricupero, se o país seguir nesse caminho, corremos o risco de perder o último ativo internacional que nos restou, o de potência ambiental.

Novo chanceler afirma que mudança climática é ‘dogma’