Em São Paulo, Marina defende a paz e o fim da polarização política no País

Em caminhada na região da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, a candidata da coligação Rede-PV, Marina Silva, disse neste sábado (8) que as eleições servem de oportunidade para se por um ponto final na polarização política que tomou conta do Brasil.

Batizada de “Caminhada pela paz”, o evento marca a retomada da agenda de rua da candidata após o atentado que vitimou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Marina destacou que sua campanha tem se pautado na luta pela paz e que o ato contra seu adversário político é inaceitável. “Quero reafirmar que, acima de qualquer coisa, o que nos une neste país é a paz, o respeito uns pelos outros. Nós temos um regime democrático que nos permite construir a paz, a prosperidade, a convivência pacífica e o respeito à diferença. Essas eleições nos dão a oportunidade de por um ponto final na polarização, no ódio e na violência”, declarou.

A candidata pediu que os brasileiros se unam à favor do Brasil e destacou que é preciso a compreensão de que não é arma nas mãos que defenderá a população da violência. “O que vai nos proteger da violência é amor e respeito dentro do nosso coração, uns pelos outros, independente da cor, da raça, da preferência política”, emendou.

Para Marina, episódios de violência contra políticos indicam a materialização do discurso da violência avançando para o aspecto físico. Ela lembrou assassinato da vereadora fluminense Marielle Franco (PSOL), o tiroteio contra a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sul do país e agora a facada em Bolsonaro.

“Eu fico pensando que, se Deus o livre, aquela pessoa tivesse uma arma de fogo na mão, o que poderia ter acontecido? Nós temos que acreditar que quem nos defende da violência, do crime, é amor, respeito dentro do nosso coração e não uma arma”, afirmou a candidata, defendendo que o bom senso prevaleça na campanha presidencial.

Marina ressaltou que pretende manter uma campanha propositiva, dialogando com a população e reafirmando seus compromissos.

A candidata reiterou que continuará fazendo um trabalho “para unir o Brasil”, sem estímulo ao ódio. “Se a gente estiver unido, a gente consegue resolver os problemas. Um país unido pode resolver seus problemas, um país desunido aumenta cada vez mais os problemas que já estão difíceis de enfrentar”, observou.

Emprego formal

A candidata caminhou por uma região conhecida na capital paulista pelo comércio informal. Após a caminhada, Marina defendeu que o país volte a crescer para recuperar sua credibilidade, aumentando assim a oferta de empregos e o índice de trabalhadores no mercado formal de trabalho. “Vamos facilitar cada vez mais o acesso ao crédito, criar os mecanismos de simplificação para abrir e fechar uma empresa e ajudar aqueles que têm um pequeno negócio a entrar na formalidade”, disse.