O maior crime ambiental do Brasil completa três anos sem punições

Hoje se completam três anos de um dos maiores crimes ambientais já ocorridos no Brasil, que foi o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana, Minas Gerais. Os investimentos que a empresa deveria ter feito em segurança e os cuidados que a administração pública deveria ter dedicado ao monitoramento do cumprimento das exigências do licenciamento ambiental teriam evitado as perdas que contabilizamos hoje. Um rio foi profundamente ferido, uma bacia hidrográfica foi muito afetada, famílias perderam entes queridos, uma cidade e uma vila perdeu sua história, seu cotidiano, suas relações de vizinhança. Minas Gerais e Espírito Santo perderam riquezas naturais, o mar foi afetado com minério, produtos químicos e a vida de animais e plantas, em terra e na água, foi duramente atingida.
 
É preciso que haja firmeza das autoridades, é preciso que haja toda a reparação possível, quer na forma de compensação de danos, quer na forma de punição aos responsáveis pelo desleixo. Estou retomando junto ao meu partido a proposta que venho fazendo para que, nesta semana que marca esses três anos da tragédia, registremos um projeto de lei para que esse tipo de crime seja considerado hediondo a fim de que o rigor possa chegar a todos os que economizem em segurança e cuidados com o meio ambiente e causem todas essas dores e perdas aos atingidos e ao próprio país.

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